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sexta-feira, janeiro 04, 2008

China lança 1ª Plano contra Tráfico Humano

A China lançou, em Dezembro, o seu primeiro Plano contra o Tráfico de mulheres e crianças. Aplicado entre 2008 e 2012, o projecto visa circunscrever o fenómeno e evitar que, anualmente, um milhão de crianças continuem a ser sequestradas para fins de exploração sexual e laboral. Durante os próximos quatro anos, as autoridades chinesas vão intensificar o combate ao tráfico ilegal no mercado de trabalho; os portos, as estações e os aeroportos serão fiscalizados; e as vítimas de tráfico terão acesso aos serviços de terapia de reabilitação.
A China é um pólo de envio, trânsito e recepção de vítimas de tráfico humano.
As mulheres e crianças chinesas são traficadas para fins de exploração sexual e laboral para a Malásia, Tailândia, Inglaterra, EUA, Austrália, Europa, Canada, Japão, Itália, Singapura, África do Sul e Taiwan. Para além de emissor, a China é também um país de trânsito de vítimas provenientes da Tailândia e Malásia para casamentos forçados, adopção ilegal, exploração sexual e trabalhos forçados. A China constitui, ainda, um pólo receptor de vítimas vindas da Mongólia, Coreia do Norte, Rússia, Vietname, Ucrânia e Laos.
Tráfico de mulheres e crianças no interior da China:
Anualmente, entre dez e 20 mil vítimas são traficadas no interior da China, a maioria das quais, mulheres e crianças provenientes das regiões mais desfavorecidas. Causas? O acelerado crescimento económico na costa leste chinesa e o excesso de mão-de-obra nas zonas rurais provocaram uma intensificação do fluxo migratório no interior do país, o que propiciou novas oportunidades para os traficantes. As mulheres residentes em zonas rurais são mais susceptíveis de vitimização. A escassez de jovens desposáveis – decorrente do défice do número de mulheres em relação ao de homens – aumenta a sua probabilidade de risco, acalentando fortemente o tráfico no país.

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sexta-feira, agosto 03, 2007

Made in China


O Comité Olímpico Internacional designou, em 2001, a capital chinesa, Pequim, para acolher os Jogos Olímpicos de 2008. Sendo a China um país que edifica o seu crescimento económico a expensas de a exploração (na verdadeira acepção da palavra) do trabalho humano/infantil e utiliza instrumentos como a censura para consolidar a autoridade política, levantam-se numerosas interrogações quanto ao modo como o país levará a cabo a realização e a transmissão do evento.

De acordo com os Repórteres sem Fronteiras (RSF), a China mantém presos cerca de 30 jornalistas e 50 cibernautas. O Governo chinês ignora a pressão dos activistas pelos direitos humanos e continua a censurar sites, fóruns de discussão, blogues. “A lei sanciona fortemente a “divulgação de segredos de Estado”, a “subversão” e a “difamação”, acusações que frequentemente se utilizam para silenciar as vozes mais críticas”, lê-se num comunicado do RSF.
“Não aos Jogos Olímpicos sem Democracia!”

Para que a realização dos Jogos Olímpicos seja transparente, os RSF exigem a libertação de todos os jornalistas e cibernautas presos no país; a abolição definitiva dos artigos restritivos do Guia dos correspondentes estrangeiros; suspensão dos “11 mandamentos da Internet”, que fomentam a censura e a autocensura. Além disso, reivindicam a legalização das associações independentes de jornalistas e das organizações de defesa dos direitos humanos, bem como a supressão da lista dos profissionais dos media e activistas dos direitos humanos cuja entrada na China está interdita.
Assina petição aqui!

Anabela Santos

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