http://www.makepovertyhistory.org O Mal da Indiferença

sexta-feira, janeiro 11, 2008

HUB: nova ferramenta pelos Direitos Humanos

Tecnologia, destreza e vontade de agir em defesa dos Direitos Humanos. São precisamente estes componentes que subjazem à criação da HUB, uma plataforma online que disponibiliza materiais audiovisuais – vídeo, áudio e imagem – sobre um tema comum: Direitos Humanos.

Projecto da WITNESS, a HUB é um espaço acessível a qualquer pessoa, onde se pode visionar e partilhar vídeos, opinar e actuar em defesa de direitos políticos, civis, sociais, económicos e culturais. ‘Através da HUB, organizações, redes e grupos do mundo inteiro podem fazer com que as suas campanhas e histórias sobre direitos humanos despertem a atenção e o interesse a nível global’.

Para conhecer melhor a HUB, passa por AQUI!

Anabela Santos

Anabelamoreirasantos@sapo.pt

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quarta-feira, janeiro 02, 2008

Sobre o Feminismo

A coordenadora do Grupo ‘Mujer y Sociedad’ e colunista do jornal ‘El Tiempo’, Florence Thomas, quer ‘entender porque existe um ódio quase endémico em relação ao feminismo e às feministas’. Para ela, mais difícil do que compreender o antifeminismo vindo de homens – ‘que durante muitos séculos gozaram dos benefícios de uma cultura patriarcal que os colocou num lugar privilegiado em relação ao poder’ –, é encontrar uma explicação que justifique o antifeminismo de muitas mulheres.
Partilhando da inquietação de Florence Thomas, confesso que me exaspera fundamente o desinteresse e a depreciação ostentados por mulheres e homens em relação ao feminismo. Encoleriza-me o enraizamento profundo de ideias erróneas e preconceitos acerca do movimento e dos seus apologistas, que pululam até nas mentes mais esclarecidas. Deploro o questionamento obstinado da existência do feminismo na actualidade ou, como outros crêem, a sua circunscrição somente a determinadas áreas geográficas. Perante tais insolências, os meus argumentos subscrevem unicamente a premência do ser, pensar e agir feministicamente, hoje e amanhã, aqui e em qualquer outro lugar. Por outras palavras, o Feminismo, enquanto movimento congregante de diversos feminismos, desempenha um papel absolutamente capital: peleja contra a cegueira, hipocrisia e indiferença que saciam o ‘senhor’ e o ‘vassalo’ do século XXI; apologiza a concessão de iguais direitos e responsabilidades entre os géneros; despoleta a mudança e o bem-estar, definhando as arestas da desigualdade e injustiça.
A maioria das mulheres ocidentais tem, hoje, a possibilidade de votar; de aceder ao sistema de ensino; de contrair casamento sem se tornar, do ponto vista legal, propriedade do marido; de utilizar contraceptivos; de viajar livremente; de exercer a profissão que pretendem; porque houve mulheres e homens que pugnaram arduamente para alcançarem tais propósito. Olympe de Gouges, Mary Wollstonecraft, Lucy Stone, John Stuart Mill, Susan B. Anthony, Elizabeth Cady Stanton, Celia Sánchez, Emmeline Pankhurst, Emily Davison, Rosa Luxemburg, Simone de Beauvoir, Anna Maria Mozzoni, Katti Anker Møller, Virginia Woolf, Betty Friedan, Kate Millett, Ana de Castro Osório, Judith Butler, Carolina Beatriz Ângelo, Naomi Woolf são apenas alguns nomes de feministas.
Num tempo em que muitos o consideram obsoleto e outros vislumbram a sua acelerada expiração, saiba-se que o Feminismo está ainda numa fase muito incipiente do seu trilho. Contam-se já três gerações de luta feminista, mas (infelizmente) a Igualdade de Género adquire contornos muito ténues nas sociedades, independentemente do seu nível de desenvolvimento. Em todos os lugares deste planeta, as mulheres são discriminadas e são-no por serem simplesmente mulheres! A luta feminista deve, por conseguinte, fazer-se com a mesma premência e intensidade que outrora até que a última limalha da segregação seja engolida, terminantemente.
Anabela Santos

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segunda-feira, dezembro 24, 2007

Repressão contra apologistas dos direitos humanos no Irão

Milhares de mulheres e homens, sob represálias, ameaças, maus-tratos e tantas outras coacções, digladiam diariamente no terreno em defesa dos direitos humanos. Desafiando ditames políticos e religiosos, dedicam as suas vidas a projectos que visam erigir uma nova sociedade, estribada no respeito pelas identidades individuais. Todavia, incorrem em riscos que colocam em perigo a sua segurança. Foi, precisamente, o que aconteceu a Jelveh Javaheri, jornalista e apologista dos direitos humanos, que fora presa no início de Dezembro, em Teerão. Javaheri é membro activo da Campanha pela Igualdade, que visa recolher um milhão de assinaturas para exigir o banimento de leis discriminatórias do sistema legislativo iraniano. Considerada ‘una persona non grata’, a jornalista foi acusada de ‘perturbar a opinião pública’, ‘propaganda contra o sistema’ e ‘publicação de mentiras’ na Internet. Com um longo percurso na proclamação dos direitos femininos no Irão, Jelveh Javaheri foi detida por diversas vezes, mas nunca desistiu.
A Amnistia Internacional considera-a uma prisioneira de consciência e emitiu já um comunicado a exigir a sua libertação ‘imediata’ e ‘incondicional’.
A repressão de activistas envolvidos na Campanha pela Igualdade intensificou-se nas últimas semanas. Ronak Safarzadeh e Hana Abdi foram detidas na cidade de Sanandaj, sem a possibilidade de contacto com a família ou acesso a advogados. Os nomes sucedem-se e as histórias, por vezes sem um final feliz, multiplicam-se sem o vislumbre de um tão almejado decréscimo.
Actua! Passa por aqui.
Anabela Santos

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segunda-feira, dezembro 10, 2007

Stop Rape Now!

Os crimes sexuais contra a mulher são cometidos massiva e reiteradamente nas regiões em conflito, e os seus responsáveis agem sob completa impunidade. Com despudor e indiferença pela contundência dos seus actos, usam as mulheres a seu bel-prazer, violam-nas como forma de humilhação, intimidação, obtenção de informações ou vingança. E ao seu arsenal, somam mais um instrumento bélico: a violência sexual.
Decidida a diminuir as largas proporções deste crime, a Organização das Nações Unidas (ONU) está a desenvolver um projecto no sentido de despertar a “consciência pública sobre a crescente utilização da violência sexual como arma de guerra”. Além disso, visa responsabilizar legalmente os agressores, optimizar os serviços de apoio e cuidado às vítimas, bem como abordar os seus corolários a longo prazo junto das comunidades.
A ONU procura socorrer as populações/ grupos vulneráveis nas regiões de conflito, como é o caso das vítimas de abusos sexuais. Os seus mecanismos de apoio consistem essencialmente em quatro níveis: prevenção, serviços de apoio, justiça e fomento à participação feminina.
- Prevenção: “integração da perspectiva de Igualdade de Género no seu trabalho sobre a desmobilização e desarmamento, reforma do sector da segurança, temas sobre segurança económica e acesso à educação”;
- Serviços de apoio: envio de equipamento médico necessário para contornar as consequências físicas imediatas da violência sexual;
- Justiça: criação de instâncias jurídicas especiais direccionadas para a protecção da identidade das sobreviventes de violações em regiões como a Serra Leoa;
- Participação: incentivo à participação feminina nas negociações de paz e nos processos de reforma constitucional posteriores aos conflitos.
Passa por AQUI!
Anabela Santos

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sábado, dezembro 08, 2007

"O Darfur é pior do que as pessoas imaginam"

Salih Mahmoud Osman é advogado e dá apoio jurídico gratuito às vítimas da violência no Darfur. Trabalha em condições difíceis mas não se sente só. Terça-feira recebe o Prémio Sakharov 2007
Olha para baixo quando perguntamos pelo tempo que passou na prisão. Mas Salih Mahmoud Osman recupera logo o tom determinado e fala do apoio que recebeu das organizações internacionais nos momentos mais difíceis. Veio a Lisboa inaugurar uma exposição fotográfica sobre o Darfur, no Parque das Nações, e falar sobre o que se passa no Sudão, antes de receber, terça-feira, em Estrasburgo, o Prémio Sakharov, de 50 mil euros, atribuído pelo Parlamento Europeu. E o que se passa, diz, não é fácil de imaginar. Ele ficou surpreendido por o Darfur "não estar na agenda" da cimeira União Europeia-África, que começa amanhã, mas espera que nos próximos dias os activistas dos direitos humanas e os líderes europeus e africanos o ponham na agenda.
Como é defender os direitos humanos no Sudão, cujo Governo é acusado de oprimir a população, como no Sul e no Darfur?
A situação no Darfur e noutras regiões do Sudão é pior do que muitas pessoas conseguem imaginar. Tivemos uma guerra no Sul que durou mais de 20 anos e, logo depois, a situação no Darfur irrompeu. Há violações de liberdades fundamentais, como a liberdade de expressão e de associação. O ambiente foi sempre muito hostil para os defensores de direitos humanos, perseguidos, detidos ou torturados. Houve algumas diferenças após a Constituição Interina [de 2005, que confere maior autonomia ao Sul], mas muitas das cláusulas dessa Constituição não são aplicadas e o cenário mantém-se em relação aos direitos humanos.
Como trabalha?
Trabalho há muito tempo em condições difíceis. Tem sido positiva a criação de organizações que tornam possível a outros defensores de direitos humanos, como advogados, médicos e outros, criar uma rede para defender os direitos das pessoas que são vítimas de violência e de tortura. Em particular as vítimas de abusos sexuais no Darfur. Agora, em vez de caminhar sozinho, vejo que há muitos defensores de direitos humanos que fornecem apoio jurídico gratuito ou assistência médica.
Qual é a situação neste momento?
Estamos a falar de cerca de cinco milhões de pessoas afectadas por esta catástrofe humanitária. Mais de quatro milhões foram deslocadas. Nem todas estão a viver nos campos, onde se encontram dois milhões e meio de pessoas, ou três milhões. Algumas até saíram para outras partes do Sudão ou foram para o Chade. O Governo está agora muito mais contrariado com a existência dos campos. Não gosta deles porque confirmam que existe uma crise humanitária, por isso quer desmantelá-los e está a criar situações para intimidar as pessoas que lá vivem e fazê-las ir embora.
Que situações são essas?
A acção das agências humanitárias que trabalham nos campos está a ser travada. O Governo acredita que as pessoas vão embora se não tiverem apoio. Está a desmantelar os campos e a levar as pessoas para outras áreas, mas não para as suas casas, o que não é aceitável.
Que problemas enfrentam essas pessoas?
Querem protecção. Querem ser protegidas dos assassínios, que são diários. Querem voltar para as suas casas em segurança. É por isso que pedimos à comunidade internacional, em especial à Europa, para ajudar as pessoas a regressar às suas casas e salvar-lhes as vidas. Uma vez mais, as pessoas estão a pedir à Europa que contribua para o processo de paz e pressione o Governo e os grupos rebeldes a iniciarem negociações e a terminarem com este sofrimento.
Acredita que a força de paz da ONU e da União Africana [26 mil soldados] estará no terreno nos próximos meses?
Não queremos lá mais forças da União Africana. Os 7000 que lá estão já são suficientes e não têm feito nada. Não protegem as pessoas. Por vezes, mesmo quando as atrocidades e as violações acontecem à sua frente, não intervêm. Perderam a confiança das pessoas. E é também por isso que a força internacional é muito importante. Será necessária...Sim, necessária. Da Europa, do Canadá e dos EUA. É também uma grande responsabilidade para a União Europeia, que se deve tornar mais unida na questão do Darfur. Temos ouvido palavras de apoio da UE mas não temos visto acções concretas. A UE tem enviado ajuda humanitária mas isso não é suficiente. Queremos protecção para podermos voltar para as nossas casas e a UE deve tomar a liderança e intervir nesta questão.
O Presidente Omar al-Bashir está a bloquear o envio da força internacional ao opor-se à participação de forças escandinavas, nepalesas e tailandesas?
Cartum tem recusado a força internacional e insiste nas forças africanas porque sabe que, se houver, por exemplo, uma força africana de 30 mil soldados, continuará a ser possível cometer crimes e continuar com o genocídio. Sabe que as forças africanas não têm capacidade nem percepção para proteger a vida das pessoas. Vêm de países onde o respeito pelos direitos humanos não é exactamente uma questão prioritária.
O conflito poderá reacender-se no Sul do país se a região vier a optar pela independência, dentro de uns anos, através de referendo?
Há um acordo para o Sul que não tem sido aplicado e existem muitas dificuldades. O SPLA [Movimento de Libertação do Povo do Sudão] está determinado em suspender a sua participação no Governo, o que indica que há um grande problema. Está a acusar o Partido do Congresso Nacional [no poder] de não estar a aplicar seriamente o que foi estipulado pela Constituição Interina. De acordo com a Constituição, o Sul tem o direito de decidir se quer separar-se ou continuar a fazer parte do Sudão, mas a actual situação não parece ser muito favorável à permanência como um país unificado.
Omar al-Bashir tem sido classificado como um dos piores ditadores do mundo. Concorda?
Quando se fala do acesso à justiça e à democracia ou de violação de direitos humanos, é claro que existe ditadura no Sudão. Omar al-Bashir chegou ao poder em 1989.
O que é que o mundo pode agora fazer pelas pessoas do Sudão?
O mundo tem o dever de aplicar seriamente as resoluções do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação no Sudão, em Darfur e no Sul. Se forem aplicadas, isso já será uma solução. O mundo tem também de pressionar o Governo do Sudão e dizer-lhe que ou pára com esta situação ou haverá uma intervenção.A medida mais importante é o envio das forças internacionais e o que precisamos é de uma medida drástica que termine com o genocídio.
Esteve detido durante sete meses no Sudão, em 2004, como é que isso aconteceu?
Não foi muito diferente das outras vezes em que estive detido, e já foram três. Essa foi a última. Fui preso arbitrariamente, estive incomunicável e nunca cheguei a ser acusado de crime nenhum. Tive sorte porque houve organizações internacionais, como a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch, que fizeram campanhas pela minha libertação e foram bem sucedidas.Quando saí soube que tinham sido enviadas mais de 5000 cartas de todo o mundo a pedir a minha libertação. Isso diz-me que não estou sozinho e que há muitas pessoas a pensar no meu trabalho e me encorajam a continuar.
Quantas pessoas estarão presas no Sudão por motivos políticos?
Milhares e milhares de pessoas. Em muitos casos não se sabe de nada. Não se conhece o seu estado de saúde e os familiares não são autorizados a visitá-los.
Numa entrevista ao Times disse que se imaginava, daqui a dez anos, como advogado e político. E como será a política sudanesa?
Haverá uma transformação no caminho da democracia, espero, e com a determinação dos activistas dos direitos humanos, da sociedade civil e dos partidos políticos será possível que alguma coisa mude e que o Sudão se transforme em algo diferente.E espero que, com as transformações no sentido de uma democracia, o meu trabalho se torne mais suave. Espero que não haja muitos casos para defender, porque o ambiente que prevalece no meu país não poderá durar mais do que dois a cinco anos.
E o que espera da cimeira UE-África?
É muito surpreendente que não se veja o Darfur na agenda, mas espero que nos próximos dias os activistas dos direitos humanos e os líderes da Europa e da África ponham Darfur na agenda.
O que é que significa receber o Prémio Sakharov?
É uma grande conquista, mas o prémio não é só meu, é para os muitos defensores dos direitos humanos sudaneses que têm arriscado as suas vidas e a dos seus familiares a lutar pela dignidade humana e pelos direitos humanos. É também um prémio para o Darfur, para o Sudão e para África. E para os defensores de direitos humanos em todo o mundo.
Jornalista Isabel Gorjão Santos [07.12.2007]

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sábado, dezembro 01, 2007

Women human rights defenders: ‘claiming Rights, claiming Justice’

Num universo conturbado e titubeante, há ainda quem decida agarrar uma causa, alimentá-la e promovê-la, muitas vezes a expensas do seu próprio bem-estar, segurança e estabilidade. É, precisamente, o caso de milhares de mulheres que se dedicam à defesa dos direitos humanos.

De acordo com o guia “Claiming Rights, claiming Justice”, qualquer pessoa que “promova e pugne pela protecção e realização dos direitos humanos e liberdades fundamentais” é considerada uma defensora dos direitos humanos. Exercendo as suas funções nas circunstâncias mais agrestes, os activistas – sobretudo as mulheres – são alvo de atentados frequentes, de natureza diversa. Homicídios, raptos, tortura, abusos sexuais, agressões físicas, prisões e detenções arbitrárias, encarceramento psiquiátrico, ameaças, chantagens e extorsão, assédio sexual, difamação, estigmatização, rusgas ilegais, intimidação de familiares, perseguição, restrição da liberdade e da comunicação, impedimento no envio e recepção de informação, deportação, restrição de deslocação, etc.

Os crimes perpetrados contra as mulheres activistas “não são considerados ‘suficientemente sérios’ para merecer uma resposta” e colocam em riscos as suas actividades no terreno. Apologizando direitos civis, políticos, sociais, económicos e culturais, muitas mulheres estão envolvidas na resolução de problemas que afectam a sua comunidade ou a população em geral, dando um impulso diário para a integração das identidades de género na defesa dos direitos humanos. Em situações de conflito bélico, as regiões e as suas casas são fustigadas pela violência e caos. O facto de serem mulheres potencia a ocorrência de atentados contra si – o patriarcado das sociedades nas quais se movem não deixa conceber a mulher senão como uma figura submissa e passiva. São mais vulneráveis aos “preconceitos, exclusão e repúdio público”. Muitas perdem a vida em fogos cruzados quando tentar salvar vidas. Outras – que se opõem, por exemplo, ao recrutamento de crianças para os exércitos – são acusadas de traição.

A actuação, direitos e procedimentos dos activistas, homens e mulheres, estão manifestos na Declaração dos Defensores dos Direitos Humanos que, existindo desde de 1985, impõe apenas duas exigências aos apologistas: a universalidade e a não-violência. “Uma pessoa não pode ser considerada um defensor dos direitos humanos se violar os direitos de grupos e indivíduos. Um activista que aja violentamente também não poderá estar sob a égide da Declaração”. Não obstante as premissas consignadas no documento, a impunidade dos agressores estende-se por toda a parte, ameaçando a salvaguarda dos direitos individuais. No caso das mulheres activistas, o “medo de represálias dirigidas a elas, aos membros da sua família ou aos colegas pelos perpetradores desencoraja muitas delas a denunciarem os ataques”.

“Claiming Rights, Claiming Justice”, as defensoras dos direitos humanos continuam a sua caminhada, longa e sinuosa, ansiando por um mundo incomparavelmente melhor.

Para aceder ao documento integral, clica AQUI.
Anabela Santos

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